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Sobre o Campus

publicado 30/04/2015 20h17 | última modificação 09/07/2015 14h44
Prédio do Campus Alcântara

Sede do IFMA Campus Alcântara

 

O Instituto Federal do Maranhão (IFMA) Campus Alcântara obteve sua autorização de funcionamento em janeiro de 2010. A unidade, que atende, principalmente, estudantes de Alcântara e também de São Luís, integra a Fase II do Plano de Expansão da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação.

O Campus Alcântara surgiu, primeiramente, como Núcleo Avançado de Alcântara, criado pela Resolução nº 38/2007 de 10 de setembro de 2007, do Conselho Diretor (CONDIR), do então Centro Federal de Educação Tecnológica do Maranhão (CEFET-MA) hoje Instituto Federal do Maranhão. O primeiro funcionário a tomar posse foi o professor Francisco Albuquerque Bastos, da área de Química.

Por força da Resolução nº 25/CONDIR, de 21 de fevereiro de 2008, o então CEFET-MA tornou público o Edital que conteve as normas e procedimentos para a realização do primeiro Processo Seletivo para Admissão de Alunos aos Cursos Técnicos de Eletrônica, Hospedagem e Meio Ambiente, todos na forma subsequente ao Ensino Médio.

Com a posse dos primeiros professores, o Núcleo iniciou o seu primeiro semestre letivo com uma Programação Especial de Estudos Introdutórios, envolvendo as disciplinas Português, Matemática, Inglês, Química, História e Geografia. As aulas, para os três cursos, tiveram início no dia 12 de agosto de 2008.

O Núcleo, que ainda funcionava em sede provisória, começou seu primeiro semestre letivo com 115 alunos – 36 do Curso de Hospedagem; 40 do Curso de Eletrônica e 40 do Curso de Meio Ambiente.

A partir de 2010, já como Campus Alcântara, a unidade do IFMA passou a ofertar seu primeiro curso de nível superior, em Tecnologia em Gestão de Turismo.


Histórico da cidade (Fonte: IBGE)

Não se pode precisar a fundação de Alcântara, mas o certo é que em 1612 já havia um aglomerado de aldeias das quais ela fazia parte com o nome significativo de Tapuitapera (terra dos índios).

Com a vinda da expedição de Daniel de La Touche, senhor de La Lavadière, e a constante infiltração de franceses nas tribos indígenas, estabeleceram-se relações amistosas com aqueles. Pouco depois, batizava-se o primeiro alcantarense com o nome de Martinho Francisco. Em sua taba, ergueu-se uma capela, e conta-se ter sido celebrada aí a primeira missa em terras de Alcântara.

Após a expulsão dos franceses, firmou-se o domínio português, mas a importância da aldeia não foi diminuída. Entre 1616 e 1618, começou a colonização portuguesa em Tapuitapera, com um pequeno presídio que os índios destruíram mais tarde.

Alcântara

Ruínas da igreja de São Matias na praça principal de Alcântara; a obra nunca foi completada

 

Com a subdivisão das capitanias do Maranhão e do Grão-Pará, Tapuitapera passou à condição de cabeça da capitania de Cumã, doada pelo primeiro governador do Maranhão, Francisco Coelho de Carvalho, ao seu irmão Antônio Coelho de Carvalho, a 19 de março de 1624. Entretanto, não parece ter o donatário dado rápido desenvolvimento à capitania, pois em 1641, ao tempo da invasão holandesa, foi ela abandonada após breve período de ocupação.

O progresso da aldeia só foi observado em 1648, quando elevada à categoria de vila, com o nome de Alcântara, sob a invocação do apóstolo São Matias. A essa época já existia uma igreja de pedra e cal dedicada a São Bartolomeu, e já estavam erguidos os primeiros engenhos de açúcar.

Logo depois da criação da vila, iniciou-se a construção do Convento Nossa Senhora dos Remédios que mais tarde passou à invocação de Nossa Senhora das Mercês, depois, do Convento de Nossa Senhora do Carmo, obra também vultosa. Alcântara prosperou progressivamente em todos os setores e tornou-se o maior centro produtor da Província, em que se contavam as grandes fortunas da época. Sem dúvida o que muito contribuía para o seu enriquecimento era o número elevado de escravos.

Tornou-se habitual entre as famílias ricas enviar filhos a Coimbra (Portugal) para ali se educarem, já que a vila só dispunha de escolas de primeiras letras, prolongando-se essa prática por muitos anos. Contribuía para isso o número elevado de famílias constituídas por colonos portugueses ali radicados, em maioria de origem fidalga. Mais tarde, com a criação do curso jurídico no Brasil, Olinda-PE substituiu Coimbra.

Em 1835 foi criada uma Comarca, sendo seu primeiro promotor Clóvis Bevilacqua. Em 1836, foi elevada à categoria de cidade, fase em que atingiu o apogeu de sua grandeza. Gradativamente, porém, Alcântara perde o primado na produção maranhense, refletindo-se o declínio das atividades econômicas em sua vida social. Em 22 de dezembro de 1948, data do tricentenário de sua elevação a vila, Alcântara foi considerada Cidade Monumento Nacional.

 

Geografia e economia de Alcântara

Alcântara se encontra na Mesorregião do Norte Maranhense e particularmente na Microrregião do Litoral Ocidental Maranhense, na qual ocupa o terceiro lugar em extensão. Encravada na grande Área de Proteção Ambiental das Reentrâncias Maranhenses e nos limites da Amazônia Legal, Alcântara é rica em biodiversidade e recursos naturais.

Criado pela Lei n. ° 24, de 5 de agosto de 1836, o município em referência possui, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), uma área de 1.457,916 km² (2010). A este município pertencem as Ilhas do Livramento, do Cajual e das Pacas.

O município se limita ao Norte com o Oceano Atlântico, ao Oeste com os municípios de Bacurituba, Guimarães, Bequimâo e Peri-Mirim, ao Sul com o município de Cajapió, e ao Leste com os municípios de Cajapió e São Luís, separado deste último, pela baía de São Marcos a uma distância de 22 Km, por via marítima, e de 425 km, por via terrestre.

Do ponto de vista econômico, o município concentra arranjos produtivos focados nos setores de serviço e agropecuária, destacando-se a agricultura familiar de subsistência e o turismo. Na cidade está localizado o Centro de Lançamento de Alcântara, que também contribui para o incremento à economia local.  Alcântara tem população de aproximadamente 22 mil habitantes, de acordo com o IBGE (2010), área de 1.457,916 km² e Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) 0,573 em 2010.


Centro de Lançamento de Alcântara (Fonte: www.cla.aer.mil.br)

Situado nas vizinhanças da sede do município de Alcântara, o Centro de Lançamento de Alcântara ocupa uma área considerada de segurança no município e mantém parcerias com o IFMA. Concebido no início da década de 80, como um dos três segmentos da Missão Espacial Completa Brasileira (MECB), o CLA visava a permitir o lançamento, a partir do território brasileiro, de um satélite nacional, levado por um foguete também desenvolvido e produzido no país. Hoje, com a evolução da MECB para o Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE), o CLA vem se consolidando como um centro de lançamento cuja localização privilegiada o coloca, potencialmente, como um dos mais vantajosos do mundo. Ao longo de seu processo de implantação, busca-se qualificá-lo tanto para veículos suborbitais como para lançadores de satélites, sempre tendo como referência os objetivos de confiabilidade e segurança demandados pelo setor espacial.

Centro-de-Lançamento-de-Alcântara-CLA-FAB

Plataforma de foguetes do Centro de Lançamento de Alcântara / Foto: FAB

 

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