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Pesquisas serão desenvolvidas em quilombos no MA

Os professores do IFMA dos campi de Alcântara e São Luís-Maracanã tiveram os seus projetos de pesquisa aprovados pela FAPEMA. As pesquisas serão desenvolvidas em comunidades quilombolas de Bequimão (MA) e Alcântara (MA).
  • Andréia Lima
  • publicado 08/05/2018 13h15
  • última modificação 08/05/2018 13h15

Crianças da comunidade Itamatatiua – Alcântara (MA) / Paulo Hebmüller / AmReal. (Fonte: Brasil de Fato)

Três projetos de professores do Instituto Federal do Maranhão (IFMA) foram aprovados no Edital nº 40/2017 da Fundação de Amparo à Pesquisa do Maranhão (FAPEMA). O edital promove a inclusão produtiva de comunidades quilombolas a partir de seu desenvolvimento socioeconômico e promoção do empreendedorismo. Os professores Francisco Wellery (Campus Alcântara), Izabel Cristina Funo (Campus São Luís – Maracanã) e Diego Rodrigo Pereira (Campus São Luís – Maracanã) vão trabalhar em comunidades quilombolas na Ilha do Cajual (Alcântara), no município de Bequimão e no Quilombo do Itamatatiua (Alcântara), respectivamente.

Ao todo 17 projetos foram aprovados nesse edital que tem o objetivo de promover a inclusão das comunidades quilombolas nas principais cadeias produtivas de maneira sustentável diminuindo, assim, os impactos da tecnologia no meio ambiente. O resultado com todos os projetos aprovados está disponível no site da FAPEMA.

Comunidade quilombola da Ilha do Cajual (Alcântara-MA) – A pesquisa do professor Francisco Wellery, do Campus Alcântara, tem a proposta de implantar uma fonte de potência elétrica em uma comunidade quilombola da Ilha do Cajual (Alcântara-MA). A localidade não é assistida por serviços públicos básicos como o fornecimento de energia elétrica, por exemplo. A proposta do projeto do professor do IFMA é que as instalações elétricas melhorem a produtividade dos gêneros agrícolas da região, em especial a produção do óleo de babaçu.

O projeto deve beneficiar cerca de quarenta e cinco famílias que residem na ilha. Com a instalação elétrica implantada, os produtores poderão utilizar maquinário em suas atividades. “Este projeto é especialmente importante para as quebradeiras de coco babaçu da ilha, pois no processo de produção do óleo a quebra do coco é a parte mais desgastante fisicamente quando feita de forma manual. Com isto, a produção do óleo poderá ser aumentada o que, consequentemente, levará a um aumento na renda familiar dos produtores”, explica Francisco Wellery.

O projeto terá duração de um ano e será coordenado pelo professor Francisco Wellery, mas vai contar também com a participação dos professores Jorge Silva, Dailan Bernardes, Saul Gutman, Cesar Augusto Branco e Sandro Oliveira. Um estudante de Engenharia Elétrica será selecionado para colaborar com o projeto.

Comunidades quilombolas em Bequimão (MA) – O projeto da professora Izabel Cristina Funo, do Campus São Luís-Maracanã, tem o objetivo de tornar a ostreicultura (cultura de ostras) como uma fonte de renda para as comunidades tradicionais de Bequimão (MA). O projeto deve envolver ações de extensão e pesquisa acadêmica para buscar o envolvimento de elementos e atores nas diversas etapas da cadeia produtiva, promovendo o fortalecimento do trabalho cooperativo, capacitações técnicas, produção e consumo sustentável de ostras.

Izabel Cristina Funo explica que o município de Bequimão possui 11 comunidades certificadas pela Fundação Cultural Palmares. “Ao longo dos anos os descendentes destas comunidades lutam para preservar a memória de seus ancestrais e repassar os mesmos valores para as gerações futuras. Teremos a oportunidade, portanto, de promover a difusão tecnológica da ostreicultura nessas comunidades, buscando criar novas alternativas produtivas e promover a inclusão social, além de contribuir para o desenvolvimento local e o combate à exclusão social”, declarou a coordenadora do projeto.

O projeto, que começa em julho, deverá capacitar 30 integrantes de comunidades quilombolas podendo estender esse número no percurso da pesquisa. A ação será desenvolvida em 24 meses e envolve, além da professora Izabel Cristina Funo (coordenadora), os professores Caio Lourenço, Ícaro Gomes Antonio, Yllana Marinho e Fabiana de Melo. Serão oito estudantes envolvidos neste trabalho: Levinson Rodriques, Ana Câmara, Josinete Monteles, Isaac Passos, Vanessa Ferreira, Joseila Assunção, Evandro Silva e Lucenildo Holanda. São alunos dos cursos de Ciências Agrárias, Ciências Biológicas, Zootecnia e Aquicultura.

Quilombo do Itamatatiua (Alcântara-MA) – Já a pesquisa do professor Diego Rodrigo Pereira, do Campus São Luís- Maracanã, envolve a análise da produção e da comercialização das cerâmicas da comunidade remanescente de quilombo do Itamatatiua, Alcântara (MA). O estudo vai abordar aspectos fundamentais sobre a organização, a produção e a comercialização das cerâmicas, possibilitando a visibilidade dessa atividade empreendedora, inovações no processo produtivo e a formulação de políticas governamentais que contribuam para a inserção desse setor nas cadeias produtivas do Maranhão.

Serão realizados encontros mensais da equipe do projeto para estudos bibliográfico e documental, elaboração dos instrumentos de coleta de dados, e posteriormente, a pesquisa de campo na comunidade investigada. “Considerando que a produção das cerâmicas constitui um importante elemento da identidade cultural e fonte de renda dos moradores da comunidade do Itamatatiua, a pesquisa visa contribuir para o avanço da produção técnica e científica sobre essa temática, servindo de subsídio para outros trabalhos acadêmicos e ações governamentais e empresariais”, avalia Diego Rodrigo Pereira.

Além do professor Diego Rodrigo Pereira (coordenador), a equipe do projeto vai contar com a professora Ana Carusa Pires Araújo e um estudante quilombola matriculado em um curso de graduação da instituição que ainda será selecionado.

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